sábado, 8 de outubro de 2016

O erro de atuar no social e não querer dinheiro

A maioria das pessoas que atua no campo social tem uma relação negativa com o dinheiro, seja por influência ideológica, por concepções religiosas ou mesmo por traumas ligados a uma vida de pobreza material. Essa relação ruim com o capital dentro de um sistema que é baseado nele faz com que a atuação dessas pessoas seja muito limitada e que elas tenham que sacrificar praticamente todas as outras áreas da vida para poderem exercer seu ofício de mudar o mundo.

No passado eu tirava do meu bolso e fazia sacrifícios pessoais enormes para poder atuar no social, até que a vida me forçou a mudar radicalmente a minha relação com o dinheiro. Hoje eu sei que posso ganhar dinheiro contribuindo com o social, o que me permite ter uma atuação muito mais eficiente e livre de sacrifícios pessoais, portanto uma atuação muito mais autorealizadora.

Dentro dessa nova visão criei recentemente a marca Amo Gatos, que não é uma ONG, mas um empreendimento comercial com uma finalidade social, a de doar para a causa animal (uma das causas mais desprovidas de recursos) parte da renda líquida obtida com a venda dos produtos da marca. Tem sido uma experiência bastante realizadora, onde em um mesmo projeto estou unindo meu desejo de transformação social, minha arte e meu lado empreendedor.

Causas sociais precisam de dinheiro para funcionar!
A camiseta e a caneca são da Amo Gatos, ambas estampas com desenhos meus.
Mas a melhor notícia que eu tenho pra você não é a Amo Gatos. A melhor notícia que é que eu posso, a partir do que aprendi com minha experiência pessoal, ajudar você a corrigir sua relação com o dinheiro para que também possa obter todos os recursos que merece e precisa para continuar atuando no meio social, só que agora podendo realizar todos os seus projetos e sonhos socialmente transformadores!

No passado eu sofri por não querer dinheiro

Quando eu era bem mais jovem cometi justamente o erro de renunciar ao dinheiro. No meu caso, influenciado pela ideologia socialista/comunista que conheci na adolescência. Achei que podia mudar o mundo renunciando ao capital e direcionando minhas forças para ações socialmente transformadoras bancadas com o que eu ganhava como empregado e complementadas com sacrifícios e renúncias pessoas. Resultado: fiz muitas coisas boas, mas causei muito menos impacto e realizei muito menos do que teria conseguido se tivesse dinheiro disponível.

Nessa caminhada de auto sacrifício, eu e alguns amigos fundamos uma ONG nos anos 1990, o Instituto Brasil Verde, e durante anos tentamos mantê-la funcionando com base apenas em voluntariado e recursos próprios, captando recursos apenas pontualmente para eventos e ações de curtíssima duração. Não deu certo. Além de termos tido que encerrar nossas atividades, muitas ideias excelentes que teriam causado grande impacto positivo simplesmente nunca saíram do papel por falta de dinheiro para implementá-las.

Em 1994 eu era magrinho e socialista.
Aqui ao lado dos amigos Chicão e Roberto César, nos primórdios do Brasil Verde. 

A arte das camisetas também é criação minha :)

Pensando diferente, ajudando você a pensar diferente

Hoje eu penso radicalmente diferente, acho que quem atua no meio social, seja em que causa seja, deve ser muito bem remunerado e deve poder contar com o máximo de dinheiro possível para financiar ações e projetos que irão beneficiar o coletivo e transformar a sociedade e o mundo para melhor. Afinal, se quem trabalha pensando só em si mesmo pode ganhar muito, por que quem trabalha para todos deve viver na miséria? Não faz sentido. É equivocado pensar assim e demagógico defender isso.

Além de pensar diferente a partir de minha própria experiência e amadurecimento eu também uso esse aprendizado para ajudar outras pessoas que atuam no social e que, como eu, tem desejo de construir um mundo melhor para todos. A essas pessoas eu alerto sobre a importância do dinheiro numa sociedade capitalista e ensino-as a mudar sua relação com a riqueza material.

Um dos primeiros aprendizados é que seu trabalho merece reconhecimento e remuneração à altura da importância que ele tem para a sociedade. Se um executivo de uma grande corporação recebe uma alta remuneração, um executivo de uma grande ONG também deve receber um alto salário, pois ambos podem influenciar positivamente o destino de muitas pessoas com suas decisões e projetos. Se o corpo técnico de uma grande empresa deve ser bem pago, também o corpo técnico de instituições voltadas para o social devem receber uma remuneração equivalente.

Se o executivo de uma grande empresa pode ganhar bem, o executivo de uma
grande ONG também pode. E deve!

E esse é só um dos muitos aprendizados necessários para que você consega atuar no social sem passar necessidades. Há muito mais a ser mudado internamente em um processo que para alguns pode ser rápido, mas que para a maioria vai levar um tempo, pois requererá o questionamento de toda uma estrutura de crenças fundamentadas na ideia da escassez que a maioria nem percebe que tem. A boa notícia, como falei acima, é que eu posso ajudar você a fazer isso.

Posso ensinar você como fazer mais pelo social do que jamais fez!

Se você é uma dessas pessoas que se dedica a transformar a sociedade mas tem dificuldades em sua relação com o dinheiro, não precisa esperar anos como eu esperei para aprender e corrigir isso. Eu posso lhe ensinar agora mesmo a partir do que aprendi com minha própria experiência de vida. Como eu faço isso? Através de palestras e consultorias pessoais, que são pagas, e pelos materiais que publico aqui nas redes sociais com acesso gratuito. Fique comigo e eu vou lhe ensinar a fazer mais pela sociedade do que jamais fez. Afinal, para mudar o mundo lá fora é preciso antes mudar o nosso mundo interior, e toda reforma precisa de um bom dinheiro para ser feita  ;) .

Elinaudo Barbosa
8 de outubro de 2016

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