terça-feira, 19 de julho de 2016

Eu já quis ser um guru espiritual

19 de julho é o Guru Pūrṇimā, ou Dia do Guru para os hindus. Ao lembrar da data lembrei do tempo em que eu quis seguir um caminho muito mais voltado para o espiritual a ponto de me tornar um guru. Hoje contando pode até soar anedótico, mas foi pra mim um processo muito profundo e sério, que relembro com terna saudade.

Foi a partir do final de 2007 que eu comecei a querer me dedicar bem mais a esse aspecto da vida. Nesse período tive um relacionamento com a Karina Lira, com quem aprendi muita coisa e chegamos a desenvolver alguns trabalhos juntos. Após o fim da relação com ela segui praticando sozinho por um tempo até que a Régia da Costa, minha esposa atualmente, se somou ao meu trabalho, virando uma espécie de seguidora/parceira do então projeto de guru Antonio Eli, nome que adotei na época. Em 2011 criamos um projeto muito interessate chamado Vivências Meditativas, onde uníamos dinâmicas de grupo ministradas pela Régia com meditação guiada ministrada por mim, sempre abordando um tema específico por vivência.

Eu e Régia da Costa durante uma de nossas vivências

As vivências foram a parte mais visível dessa minha fase voltada para o lado espiritual. A maioria delas foi realizada em espaços holísticos como o Trikaya e o Sathya, mas também chegamos a realizar em orgão público e até em um congresso sindical.

Apesar das roupas ocidentais, eu tinha estilo :)

Estávamos no período marcado pelo fim do Calendário Maia, quando muitos acreditavam que seria o fim do mundo, enquanto outros, como eu, acreditávamos que era apenas um ponto mais marcante — e energeticamente muito forte — da passagem da Era de Peixes para a de Aquário. Em razão disso algumas das vivências foram voltadas para o contato e a ancoragem das energias da Nova Era. Dessas, a mais marcante foi, sem dúvidas, a que realizamos no Portal da Via Láctea, no Eusébio, a convite do amigo Charles Robert. Foi energeticamente incrível!

Foi uma noite de muita Luz no Portal da Via Láctea

Além das vivências eu realizava meditações de canalização de energia para a Terra, publicava mensagens inspiradoras, fazia aconselhamentos, aplicava Reiki e comecei a desenvolver uma técnica chamada Hashiterapia, que consiste em tocar pontos energéticos do corpo com a ponta de hashis. Essa técnica eu continuo estudando e desenvolvendo e um dia ela estará pronta para ser inclusive ensinada a outros terapeutas.

Aplicando Reiki no Pelezinho, gato vítima de maus-tratos que
eu e Régia salvamos e hoje é um de nossos quatro filhos peludos
 

Porém, apesar de sentir um forte desejo de seguir um caminho de dedicação espiritual, não consegui me desligar o suficiente do mundo da matéria. Esse caminho exigia deixar de lado toda uma série de coisas que também me trazem satisfação em fazer e vivenciar. Então aos poucos fui voltando para o mundo material e deixando novamente a busca e as práticas espirituais para o âmbito particular.

Ano passado, numa daquelas coincidências interessantes que o Universo nos proporciona, conheci pessoalmente o André Ricardo no dia do meu aniversário. André é astrólogo e já em conversas virtuais ele me falara um pouco do meu mapa astral. Segundo ele, a razão para eu não ter me tornado um guru é que isso não está previsto no meu mapa. Então, segundo ele, eu até me atraio por esse caminho, pois o lado espiritual é bem marcante no mapa, mas ele não se mostra como o caminho que vou trilhar na vida.

Só gente chique tem amigo astrólogo

Embora não esteja previsto no meu mapa astral uma vida de dedicação espiritual, eu continuo sendo um buscador. Quem sabe algum dia no futuro, bem lá no futuro, quando estiver bem mais velho e — espero — bem mais sábio, eu contrarie a astrologia e assuma esse chamado.

Por enquanto vem crescendo a vontade de voltar a fazer meditação guiada para grupos.

P.S.: Qualquer dia desses eu conto a história da mudança de nome (que não teve praticamente nada a ver com a questão espiritual).

Elinaudo Barbosa
19 de julho de 2016

6 comentários:

  1. Impressionante sua capacidade de ser camaleônico,mas o fato de você ser terapeuta espiritual, não te exclui do lado material, já que em vivências meditativas, reike, meditações guiadas, geralmente são cobradas. Eu particularmente sigo essa trilha para me harmonizar, claro que busco o lado (0800), YouTube, e isso tem me dado uma certa tranquilidade. Faço diariamente o ho oponopono,e sou seguidora da Regina Tavares. Fiz sessões de reike uma vez, me senti muito bem. Agora tenho uma amiga reikiana que está fazendo o último nível, não vejo a hora de está com ela. Mas parabéns pelo blog e seus ensinamentos. Espiritual + material combinam, já que dinheiro tbem é energia que flui. Abraços fraternos.
    Namastê.🙏🙏

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    1. Olá, Sildene.

      Quando publiquei esse texto, que foi em julho, ainda não tinha iniciado essas postagens sobre dinheiro e riqueza material. Considero hoje que esse trabalho é uma evolução do outro, sendo que da forma como estou fazendo consigo ficar mais em sintonia com os tempos atuais. Há muito o que ser aprendido e ensinado sobre a energia da riqueza e da abundância material. Estou aqui para ambos.

      E olha a sincronicidade. Quando acessei o computador para ler seu comentário o Facebook me lembrou que há 5 anos atrás, nesta mesma data, eu e Régia realizamos uma das nossas melhores Vivências Meditativas, o Portal 11/11.

      A propósito, tenho gostado de suas postagens, acho que você tem potencial para seguir o caminho do guru. Pense nisso.

      Abraço fraterno. Sorte e Luz no seu caminho.

      Elinaudo Barbosa

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  2. Obrigada por responder, você é terceira ou quarta pessoa que me sugere não ser guru, mas a terapia evolutiva do encontro com seu Eu verdadeiro. Mas que nada,estou em busca de me conhecer melhor,para eu ser melhor para meu próximo. Mesmo assim, agradeço sua sensibilidade na minha busca. Grata, paz e luz. Namastê.

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    1. O mestre só é mestre se continuar aprendendo enquanto ensina. Apenas deixe fluir como está fluindo. ;)

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