terça-feira, 7 de julho de 2015

O vendedor de cachorro-quente e a crise

Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorro quente. Ele não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia o melhor cachorro quente da região. Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e gostava.

As vendas foram aumentando e cada vez mais ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha. Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a grande quantidade de fregueses. E o negócio prosperava a olhos vistos. Seu cachorro quente era o melhor!

Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho. O menino cresceu, e foi estudar Economia numa das melhores Faculdades do país.

Anos depois, finalmente, o filho já formado voltou para casa, e lá chegando notou que o pai continuava com a vida de sempre: vendendo, agradando e prosperando. Ele então resolveu ter uma séria conversa com o pai:
— Pai, então você não ouve rádio? Você não vê televisão? Não acessa a internet e não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Está tudo ruim. O Brasil vai quebrar.

Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou: se meu filho que estudou Economia na melhor Faculdade, lê jornais, vê televisão e internet, participa até dessas tais redes sociais, se ele acha isso, então só pode estar com a razão, a coisa deve estar feia mesmo!

Agora, com medo da crise, o pai procurou um Fornecedor de pão mais barato (e é claro da pior qualidade). Começou também a comprar salsicha mais barata (que era, também, a pior). E para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada. Estava tão abatido pela noticia da crise que já nem oferecia o seu produto em voz alta. 

Diante dessas providências, as vendas começaram a cair. E foram caindo, caindo, até chegarem a níveis insuportáveis e o negócio de cachorro quente do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar Economia na melhor Faculdade quebrou.

O pai, triste, então falou para o filho: 
— Você estava certo, meu filho, nós estamos realmente no meio de uma grande crise. — e comentou com os amigos orgulhoso:
— Bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele me avisou da crise!

Moral da história: Não podemos nos deixar contaminar por más notícias e nem boatos só por que quem está dizendo parece saber mais do que nós. Por trás dessas notícias pode haver desde desinformação até interesses inconfessos. Portanto, cuide-se, liberte-se e lute pelos seus objetivos de forma consistente e permanente.

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