segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A Reforma Política que queremos para o Brasil continuar avançando

Estamos em um período muito importante para o futuro político do Brasil. Desde semana passada e indo até sábado (15), dia da Proclamação da República, diversas manifestações estão ocorrendo em todo o país em defesa da Reforma Política, parte delas convocadas pelos comitês em defesa do Plebiscito Constituinte, outra parte por cidadãos comuns e grupos organizados que desejam que o país continue avançando em sua democracia.

A mobilização da sociedade é importante pois sabemos que no que depender da grande maioria dos políticos e dos partidos, jamais haverá Reforma Política, pois, além do quase que total desinteresse dos mandatários e de suas agremiações políticas, 2015 terá um Congresso Nacional mais conservador que o atual. E se a Reforma não passou no Congresso até agora, nessa nova legislatura é que não passa mesmo. Só a pressão popular firme e constante irá garantir que ela aconteça.

Portanto é necessário manter o espírito de mobilização que vem existindo desde o segundo turno das eleições, quando reconduzimos Dilma Rousseff à Presidência. Esse mesmo apoio que demos a ela para que fosse reeleita agora precisa ser dado para que avance com a Reforma Política, que ela já sinalizou desde a campanha que está determinada a fazer.

E temos que não só dizer que queremos a Reforma, mas dizer como a queremos. Na minha opinião não devemos aceitar uma reforma por referendo, pois um Congresso Nacional cheio de má vontade não vai oferecer uma Reforma Política como quer a sociedade civil. Se deixarmos só na mão do Congresso, vão criar um arremedo de Reforma e depois tentarão convencer a população a aprova-lo sem questionar.

A verdadeira Reforma Política tem que ser feita pelos cidadãos brasileiros, a partir de uma Assembleia Nacional Constituinte convocada exclusivamente para essa finalidade, e que trabalhe em cima da plataforma construída pelos movimentos sociais e organizações da sociedade civil. Essa é a Reforma Política que queremos. É em defesa dessa Reforma, a ser feita por uma Constituinte Exclusiva, que milhares de pessoas vão às ruas em diversas manifestações pelo Brasil daqui até o dia 15 de novembro.

No segundo turno fomos às ruas pela reeleição de Dilma e garantimos que o Brasil não retrocedesse. Agora temos que nos manter mobilizados para garantir a Constituinte Exclusiva da Reforma Política, para que nosso país possa continuar avançando.

Elinaudo Barbosa


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